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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Tyrannides
 Wetmore & Miller, 1926
Parvordem: Tyrannida
Família: Oxyruncidae
 Ridgway, 1906
Espécie: O. cristatus

Nome Científico

Oxyruncus cristatus
Swainson, 1821

Nome em Inglês

Sharpbill


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Araponga-do-horto

A araponga-do-horto é uma ave passeriforme da família Tityridae. Sua situação taxonômica, no entanto, é confusa. É frequentemente considerado como o único membro da família Oxyruncidae. No passado recente também já foi colocado na família Cotingidae e até Tyrannidae. Estudos recentes sugerem, no entanto, afinidades à família Tityridae. Não obstante, sua situação taxonômica continua indefinida.

Características

Possui bico pontiagudo e largo na base. Entre muitas das suas características distintivas são o bico pontiagudo, a íris laranja-avermelhado e manchas pretas sobre o ventre. Tem uma crista vermelha ou amarela, que é normalmente achatado e escondida. Na fêmea essa crista é um pouco menor.

Alimentação

Alimenta-se de frutos grandes e pequenos, além de artrópodes, podendo se pendurar de cabeça para baixo nos galhos para obter o alimento.

Reprodução

O ninho é construído pela fêmea em um galho fino e tem a forma de uma xícara pequena, coberto de musgos, líquens e teia de aranha. Os filhotes são alimentados por regurgitação. Em um ninho estudado no sudeste brasileiro haviam 2 ovos que eram cuidados apenas por um adulto, provavelmente a fêmea, que permanecia chocando por períodos de 30 minutos e ausências/intervalos de 8 minutos. Os filhotes deixaram o ninho após 25-30 dias.

Na corte da fêmea, 3 a 4 machos podem se agrupar e cantar de árvores próximas. Alguns machos então se apresentam juntos para a fêmea, pulando de galho em galho, talvez em padrão repetido. (obs. pess. Salles, O.)

Hábitos

Habita a copa e borda de matas úmidas e é raramente visto nos estratos baixos. Mais comum entre altitudes de 400 a 1100 metros, mas pode eventualmente, em especial fora da temporada reprodutiva, descer até quase a altitude do mar. Frequentemente seguem bandos mistos de traupídeos (Thraupidae) pelas copas. Podem também forragear sozinhos.

Subespécies

Existem 6 subespécies reconhecidas: (Subespécie brasileira esta marcada com asterisco. Obs: N: Norte, S: Sul, L: Leste; O: Oeste; C: Centro; NE: Nordeste; NO: Noroeste)

frater (PL Sclater & Salvin, 1868) - Costa Rica e Panamá W (E para Veraguas).

brooksi Bangs & Barbour, 1922 - E Panamá.

*phelpsi Chapman, 1939 - montanhas de S & SE Venezuela (exceto Mt Roraima) e as partes adjacentes do Brasil e da Guiana.

*hypoglaucus (Salvin & Godman, 1883) - SE Venezuela (Mt Roraima), o Guianas e nordeste do Brasil (Amapá).

*tocantinsi Chapman, 1939 - S Pará (de um lado E do baixo Tocantins R SW para a Serra dos Carajás, no lado W), no Brasil.


Canto (Oxyruncus cristatus tocantinsi)
Oxyruncus cristatus tocantinsi
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WA444322

*cristatus Swainson, 1821 - SE Brazil (S Goiás, Minas Gerais and Espírito Santo S to Santa Catarina), E Paraguay and extreme NE Argentina (N Misiones).


Canto (Oxyruncus cristatus cristatus)
Oxyruncus cristatus cristatus
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WA278627

Distribuição Geográfica

É encontrado em uma série de áreas disjuntas da Costa Rica para o sudeste do Brasil, inclusive os tepuis, sul da Venezuela e Guianas, Pará, Amapá, e vários pontos na encosta leste dos Andes. Na Mata Atlântica ocorre do Sul da Bahia à Santa Catarina.

Referências

Galeria de Fotos